quinta-feira

Inauguração da Cadeia Pública de Ipu


Inaugração da cadeia Pública em 1933. Obra de Joaquim Lima. Entre os presentes o Mons. Gonçalo de Oliveira Lima.
(Prof.  Francisco Melo)

quarta-feira

HISTÓRICO da CASA DE CULTURA


CONTEXTO HISTÓRICO:
A Casa de Cultura Professora Valderez Soares, antes de ser este equipamento cultural e livre, era um ambiente onde aconteciam arrependimentos, lamentações, reflexões feitas por aqueles que estavam aprisionados por terem cometidos atos contra seus semelhantes de forma violenta, cruel ou fora da lei. Funcionava neste prédio a antiga Cadeia Pública de Ipu, que teve sua construção iniciada em 1925, na Administração de José Aragão e concluída e inaugurada na Administração de Joaquim Lima, no dia 29 de março de 1933.
O prédio da antiga cadeia pública de Ipu passou longos anos precisando de uma reforma. E foi somente em 2003, na Administração da prefeita Antônia Bezerra Lima Carlos, que veio acontecer esta restauração, com a transformação de Cadeia Pública de Ipu para Casa de Cultura Professora Maria Valderez Soares de Paiva, em homenagem a uma filha ilustre, ipuense, que tanto se dedicou à cultura e às artes de sua terra natal – a cidade de Ipu.
Assim, a cidade de Ipu ganhou este equipamento cultural que tem um valor incalculável para este município e região.
Todo equipamento cultural precisa de manutenção e de cuidados especiais, pois proporcionam benefícios importantes para o povo. E foi pensando nestes benefícios de que a comunidade tanto necessita - como apresentação teatral, musical, recitais, cinema, oficinas, cursos, palestras, reuniões, seminários, conferências, entre outros - que o prefeito Henrique Sávio Pereira Pontes teve a sensibilidade e tomou a iniciativa de manter este equipamento cultural adequado para servir à sociedade ipuense. Com este objetivo, mais uma vez, a Casa de Cultura Professora Valderez Soares, ganhou uma nova restauração, e hoje, a administração um novo tempo, que tem como mentor o prefeito Henrique Sávio Pereira Pontes, entrega à população ipuense este espaço cultural plenamente restaurado e pronto para servir ao povo de Ipu e visitantes.
(Prof. Fábio Costa)



terça-feira

22 De Novembro Dia de Santa Cecília



Dia de Santa Cecilia. Esta foto é do dia 22 de novembro de 1980.
Nesse dia houve uma procissão com a imagem de Santa Cecília pelas ruas de Ipu, acompanhada pelo Coral Santa Cecília, que era coordenado pela Professora Maria Valderez Soares.
Colaborador = Prof. Fco. Melo

Equipamentos Culturais de Ipu

Casa da Cultura e Estação



A Cultura de uma cidade tem o retrato de seu povo!

Ipu, a conhecida “terra de Iracema” é uma cidade com um potencial cultural inigualável. Infelizmente muito dos equipamentos culturais já não existem, talvez por falta de conhecimentos precisos as pessoas tenham os destruídos, mas ainda assim existe na memória do povo ipuense, a lembrança dos casarões, do cinema, e de tantos outros que aqui existiu.
A Cultura hoje está passando por um momento importante em todo o país. Os estados, os municípios estão unidos para buscar, ou tentar resgatar o que está perdido, todos estão fazendo desta busca um meio para promover, desenvolver e valorizar os potenciais existentes em cada município cearense. A cidade de Ipu, participa dos Fóruns de Cultura e Turismo da Ibiapaba, participa de Seminários, cursos e demais que diz respeito o desenvolvimento cultural e turístico de Ipu. Diante deste fato a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ipu, está fazendo o mapeamento cultural do município para que visitantes, ipuenses e outros possam ter acesso as bens culturais desta cidade.
Os equipamentos culturais de Ipu, deixaram de ser apenas estantes paradas, receptoras e hoje estes equipamentos que são a Casa de Cultura Professora Valderez Soares,a Biblioteca Pública Municipal Professora Maria da Conceição Guilherme Martins, e a Cordeoteca Gonçalo Ferreira da Silva, passaram a ser equipamentos ativos, dinâmicos, nestes locais estão acontecendo ações, ações estas voltadas para a valorização da cultura local e promoção desta cultura.
O município deveria possuir mais equipamentos culturais, tais como um museu do negro e do índio, casa de engenho, mais bibliotecas, hemerotecas e um arquivo público. Portanto vamos valorizar o que temos e proteger estes equipamentos para que as gerações futuras possam desfrutar dos mesmos.
(Profª Francisca Ferreira)

segunda-feira

Mestra da Cultura Popular de Ipu


O Artesanato Ipuense retrata o costume e a cultura de um povo
que ao longo dos anos souberam preservar este ofício.
 
Mestra da Cultura Popular de Ipu



Maria Alves de Paiva – Dona Branca
Dona Branca nasceu em 1941, no Bom Jesus (Ipu), filha de Antonio Alves Pereira e Niza Irene de Paiva, veio para a Alegria aos cinco anos de idade. Dona Branca começou a fazer louça aos dez anos, iniciada pela avó materna ( Raimunda Alves de Sousa), escondida, “para não levar uma surra”, pois o pai não queria que a filha trabalhasse, mas com o passar do tempo viu que o ofício de Dona Branca poderia ajudar na renda familiar e começou a comercializar as louças de Dona Branca por toda a região, inclusive na feira de Ipu.
Dona Branca recebeu o título de Mestra da Cultura Popular, por ter sido reconhecida por seu ofício de louceira durante anos de sua vida.
(Professora Francisca Ferreira).

domingo

São Sebastião - Padroeiro de Ipu




BIOGRAFIA

São Sebastião


        São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança.Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo.Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeira aos soldados e aos prisioneiros.Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãs ao cristianismo.até mesmo o governador de Roma, Cromácio, seu filho,Tibúrcio, foram convertidos por ele.
           Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei.Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfação sobre o seu procedimento.O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído.
         Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana.No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.
         Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado.Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.



quarta-feira

HISTÓRICO DA BANDA DE MÚSICA DE IPU.


Em 1924
HISTÓRICO DA BANDA DE MÚSICA DE IPU.


A primeira Banda de Música de Ipu foi fundada em 1884. O seu fundador e criador foi o Vigário colado da Capela de Ipu, Padre Francisco Corrêa de Carvalho e Silva. Seu primeiro Regente foi Benedito Alves de Mendonça. Raimundo da Silva Loreiro também contribuiu para formação e organização da Banda.
Tivemos muitos outros incentivadores e mantenedores da nossa Euterpe Ipuense como:
Dr. Apolônio de Perga Bandeira Barros que além de músico era Juiz de Direito da Comarca de Ipu. Dramaturgo autor de várias peças teatrais destacando-se a comédia “Casal e Meio”, toda musicada, envolvendo no decorrer dos atos, várias canções e cenas cômicas. Compositor, dentre às suas principais composições destacamos, à Marcha Fúnebre, Desilusão com arranjo especial para Banda de Música.
José Abílio Coelho, regente por algum tempo da Banda de Música de Ipu. Excelente músico e compositor, o seu instrumento preferido era o Pistom.
Raimundo Nonato do Vale, músico dos mais destacados no Estado do Ceará. Dirigiu a Banda de Música de Ipu por muito tempo. Foi fundador e participante da Orquestra Sinfônica Henrique Jorge em Fortaleza, onde permaneceu por muitos anos.
Joaquim de Oliveira Lima, outro grande Mestre da Banda. Compositor, destacando-se com muito sentimento à Marcha Fúnebre Memória Eterna. Nas suas outras atividades foi Comerciante e Historiador.
Mestre João Louro, que veio de Sobral, chegando aqui reorganizou a Banda de Música, além de Músico, era Artista Plástico e Sapateiro.
Marçal Xavier veio de Tamboril, foi por alguns anos, regente da nossa Banda de Música. Vários foram os músicos que aprenderam com ele. Tocava clarinete e era músico de primeira leitura. Nesta época a Banda de Música pertencia a Paróquia de São Sebastião do Ipu.
Lázaro Freire dirigiu à Banda desde o ano 1978, quando a mesma foi encampada pelo Município, até 14 de novembro de 2001.
Dirigiu ainda a Euterpe Ipuense o Jorge Nobre, por pouco tempo. De 1988 a 1990.
Em dezembro de 2001 volta para Ipu, o músico JORGE ANTONIO MARTINS NOBRE, saxofonista por mais de nove anos na Banda de conceito internacional “MASTRUZ COM LEITE”. Está mais uma vez frente a nossa Cultura Musical, o Jorge, como assim conhecemos, está impulsionando fortemente a nossa Euterpe, criando novos músicos. Atualmente a Banda de Música pertence ao Município de Ipu, e o atual regente é Antonio Jairo da Costa Leitão. Estamos implantando vários cursos, e já em funcionamento o Curso de Teoria Musical, aulas de violino, violão, teclado, bateria e coral.



Ipu (CE) 02 de Fevereiro de 2009
Algumas destas informações foram passadas pelo
professor Francisco de Assis Martins, quando
Diretor do Departamento de Cultura em 2002.




Em Setembro de 2009


sábado

Santa Cecília


Santa Cecília
(martir cristã) ~ 210 - 230

 
Mártir da igreja cristã do início do século III nascida em Roma, considerada, desde o século XV, a padroeira da música, por seu talento com a harpa. De família nobre, cedo converteu-se ao cristianismo e diariamente assistia às missas celebradas pelo papa Urbano, na Via Ápia, onde era rodeada por pobres a espera das suas habituais doações. Obstinada em permanecer virgem, ao se casar com o pagão Valeriano, a quem fora prometida, afirmou-lhe estar sob a proteção de um anjo e que só podia dedicar-se a Deus e, além disso, se ele se convertesse também seria capaz de ver e ser amado por seu anjo protetor. Tal foi sua firmeza que o noivo, impressionado, decidiu se batizar. Ao voltar da cerimônia de batismo, celebrada pelo papa Urbano I, Valeriano encontrou a esposa em oração, com a figura do anjo a seu lado e partiu para converter imediatamente seu irmão Tibúrcio. Ao saber da conversão dos irmãos, Almáquio, o todo-poderoso prefeito de Roma, mandou decapitá-los. Depois, segundo a tradição, Almáquio interrogou a santa sobre os bens da família, mas esta afirmou que tinham sido doados aos pobres. Furioso, ele mandou então decapitá-la, porém por três vezes a lâmina caiu sobre sua cabeça sem que esta se separasse do corpo. O milagre deveu-se ao fato de que ela desejava ver pela última vez o papa Urbano. Três dias depois ele foi visitá-la no cárcere e só assim ela entregou sua alma a Deus. A estátua em mármore da santa, de Stefano Maderno, decora seu mausoléu em Roma e é sua data de culto é 22 de novembro. A história dessa santa é repleta de exageros e fatos até improváveis de terem acontecido. Porém é seu grande exemplo de determinação o que mais conta, mostrando que devemos ser leais aos nossos propósitos de vida e persistentes para alcançá-los.


sexta-feira

BIOGRAFIA DO MAESTRO LÁZARO



BIOGRAFIA DE LÁZARO FREIRE SILVA
(Por Fábia Freire)


Aos dois dias do mês de novembro 1938 nasce, na cidade de Ipu Lázaro Freire Silva, filho de Maria do Socorro Silva e de José Freire de Sousa, família humilde composta por cinco filhos. Aos oito anos de idade, já carregava a responsabilidade de ajudar os pais com pequenos trabalhos, pois a renda da família era insuficiente.
Sua mãe tinha um grande sonho, pedia a Deus ter um filho músico. Ela recebeu essa graça e seus três filhos homens receberam o dom musical, assim seu pedido foi atendido em dose tripla.
Por circunstâncias do destino, um de seus filhos, Francisco, foi embora para o Rio de Janeiro ficando Lázaro e Antônio Freire. Ingressando na Banda Paroquial da cidade natal, criada pelo Monsenhor Francisco Ferreira de Morais, que tinha como componentes crianças e jovens da cidade de Ipu.
O objetivo de Monsenhor Morais não era só formar uma banda de música, mas também oportunizar e desenvolver aptidões natas dos ipuenses. Além disso, tinha também interesse de formar profissionais da música, que se dedicassem e se habilitasse para o ofício. Não tardou para se destacar excelentes músicos, dentre os melhores, Lázaro Freire que brilhou tanto, levando sua fama para as outras plagas nas cidades circunvizinhas e região norte e nordeste do Ceara. Lázaro Freire que era um grande articulador, conseguiu levar a banda e conseqüentemente seus músicos para Piauí, Pernambuco e outras.
Abro um parêntese para o saxofonista Francisco Carneiro muito competente que fez parte da corporação do Ceará. A banda Paroquial tinha como Maestro o Mestre Marçal, filho de Tamboril que veio para o Ipu a convite de Monsenhor Morais. Lázaro Freire casou-se aos 21 anos em 1959 com Maria José Sousa e Silva conhecida como (Deu ou Deuzinha). Em 1961 trabalhou em uma fábrica de mosaico que pertencia ao Monsenhor Morais. Também trabalhou na fábrica Piratininga, uma fábrica de algodão que pertencia ao Sr. Abdoral Timbó.
A vocação de Lázaro pela a música era tanta que mesmo trabalhando em outras funções ele ainda encontrava tempo para estudar suas partituras.
Estudou no Ginásio Ipuense hoje conhecido como Colégio Ipuense. Lázaro foi convocado para um concurso de música em Pernambuco a convite de Raimundo do Vale, residente da cidade de Ipu. A prova foi realizada no conservatório de músico; contava-se com a presença de trinta e nove músicos da região do Ceará, Pernambuco e Piauí. Depois da prova os alunos iriam conferir em um quadro o nome dos classificados. Chegando ao local Lázaro só viu seu nome e se entristeceu achando que, por só ter o seu nome, acreditava que ele seria o único que não havia passado. Mas não demorou muito para se surpreender e seus anseios e sonhos... Quando o professor chegou até ele e lhe parabenizou  pelo seu 1º lugar do concurso dando lhe o titulo de “  Maestro Lázaro”.
Na gestão do prefeito da época, Dr.Milton Pereira, Lázaro exercia seu cargo de Maestro e a banda de Música ainda continuava sendo a Banda Paroquial. Depois por decisão do prefeito passou a ser Banda Municipal. E seu trabalho foi se projetando eficientemente em todas as cidades da Zona Norte levando sua cultura musical para outras localidades a convite dos prefeitos das cidades como Ipueiras, Nova Russas, Pires Ferreira, São Benedito, Viçosa, Carnaubal e por fim Poranga. O trabalho do Maestro Lázaro também é encontrado no 23º B.C. de Fortaleza na Polícia do Ceará e em todas as cidades representadas nas pessoas aos excelentes músicos que ele formou.
Lázaro também fez o Hino do Colégio Ipuense com letra de autoria de Monsenhor Morais e música de Maestro Lázaro. Dono de um rico arquivo de dobrado, Hinos, valsas, músicas clássicas, etc. Levou a banda de música de Ipu para muitas apresentações, no desafio, confiante de competir o 1º lugar com bandas de várias, cidades, onde o publico aplaudia de pé, sendo visível a profunda emoção que se apoderava do regente Maestro Lázaro e os integrantes da Banda. Mas o Maestro Lázaro queria ir mais além com a música. Com a ajuda de Monsenhor Morais formaram uma banda instrumental que tinha o nome de “Os Satélites”. Esse nome foi dado pelo o Sr. Vicente Rocha, essa banda deixou de pertencer ao Monsenhor Morais, passando a pertencer ao Maestro Lázaro, que fez dessa banda musical, que mais parecia uma orquestra, o sucesso da época. Dono de umas cinco lojas de vendas de discos distribuídas na cidade de Ipu, Guaraciaba, Varjota e Santa Quitéria.
Na galeria dos filhos ilustres de Ipu, hoje retrata quem coliografou musicalmente por anos e foi à alegria das festas do nosso Padroeiro o Mártir São Sebastião e do glorioso São Francisco de Assis.
Mas, na sua humildade, não era medalhão que procurava e nem catava elogios. No entanto, era uma cultura palpável e real. Maestro Lázaro foi muito útil a sociedade de Ipu pela vasta e admirável cultura que possuía.
Maestro Lázaro apenas queria exercer o seu cargo com dignidade e deixou seu trabalho nobremente, no meio da aula de música, em Poranga, no dia 17 de junho de 2003, entre 13h as 14h, vítima de um ataque fulminante do miocárdio, mesmo sendo socorrido até Ipueiras, despediu-se em meio aos instrumentos que alimentavam seu prazer de viver e,  “ TUDO SE FEZ SILÊNCIO “!...
A arte, a cultura Ipuense perdeu um grande artista musical, mas sua marca indelível se eternizou...
Lá no céu a maestria de seu dom está sendo orvalhada pelo nécta de sua mais sublime devoção, a música.


domingo

BIOGRAFIA: Maestro Raimundo do Vale



RAIMUNDO NONATO DO VALE

(Maestro)

Nasceu no Sítio Olho D’agüinha, no município de Ipu, aos 12 de maio de 1895, mudando-se em 1898 para o sítio Salgado onde passou toda sua infância e adolescência.
Filho de: Antonio Pedro do Vale e Maria Eugenia Pontes do Vale.
Aprendeu as primeiras letras com o Mestre Binga, depois na Escolinha do Chico Frutuoso. Seus principais colegas foram: João de Araújo, Zeca Soares, Luiz Jácome Filho, José Bezerra de Menezes, Raimundo Felício, e Luiz Saldanha. Começou a sua vida musical com Luiz Saldanha, músico da Euterpe Ipuense que lhe ensinou o ABC Musical. Tão logo aprendeu as primeiras noções de música resolveu abandonar a vida do campo. Exerceu varias profissões, como: alfaiate, barbeiro, músico e fotógrafo. Fundou em Fortaleza o Foto Ideal onde trabalhou até aposentar-se.
Foi goleiro do time de futebol no Ipu por nome TUPAN. 
Casou-se em 1915 com Maria do Livramento dos Santos de onde nasceram os filhos: Francisco, Afonso, João, Gilberto, Paulo Vale, Nair e Marisa Vale, Maria Olímpia e Eugenia Vale.
Foi dirigente da Banda de Musica do Ipu e tocava clarinete. Compôs várias peças musicais dentre elas: Tupan, em homenagem ao time de futebol em que foi goleiro, a valsa 26 de novembro, dedicada ao seu pai, 1º de julho dedicado a sua mãe, Nair vale a sua 1ª filha, Gilka Araújo, Miss Grêmio Ipuense. Odete Araújo, entre outras e os dobrados: Fransquinho Vale, Afonso Vale, João Vale e muitas marchinhas.
Em Fortaleza participou de vários grupos musicais e orquestras sob a regência do Maestro Mozart Brandão. Na sua residência fundaram a Sociedade Musical Henrique Jorge. Participou da orquestra como: clarinetista, claronista e oboista.
Foi um ipuense que muito ilustrou a sua terra natal Ipu.
Faleceu no dia 08 de outubro de 1995 com 100 anos, 04 meses e 24 dias.
Os seus restos mortais se encontram sepultados no cemitério, “Parque da Paz” em Fortaleza, que aconteceu em 09 de outubro de 1995.
       (Prof.  Francisco Melo)

CLUBE DO CHORINHO


O Clube do Chorinho de Ipu tem a finalidade de promover o resgate desse estilo musical quase em estinção na nossa região, como também promover uma integração por parte dos músicos e da sociedade ipuense e de toda a região da Ibiapaba.
A idéia de criar o clube do chorinho veio do maestro Jorge Nobre e teve o total apoio da administração do prefeito Sávio Pontes que tem uma sensibilidade incrível para a cultura.
Os ipuenses estão de PARABÉNS.




S A X T E T O


HISTÓRIA DO SAXTETO



O grupo foi criado em Outubro de 2003 a partir da idéia do maestro Jorge Nobre com o objetivo de contribuir para o incentivo à formação de novos talentos e novas vocações na área musical e possibilitar por meio de apresentações, a oportunidade a que todos possam desfrutar do prazer de um contato com a música de melhor qualidade; Também propiciar através da música, um maior e melhor intercâmbio cultural, visto que a música instrumental pode e deve ser importante fator de integração sócio-educativa; Pois o gosto pela música é algo que precisa ser estimulado, sobretudo nos dias atuais, quando os chamados ‘MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA”, limitam ao máximo a divulgação de um tipo de música mais elaborada; tirando assim do grande público a possibilidade de um envolvimento maior com esta modalidade musical. Cientes da necessidade de se criar novas fontes de expressão musical e da certeza de uma boa aceitação por parte do público, criamos o grupo SAXTETO com o intuito de preencher esta lacuna em nosso meio musical.


RESULTADOS A SEREM OBTIDOS:

  • Tirar crianças da ociosidade, principalmente as que vivem em áreas de risco
  • Consolidação de nosso projeto musical.
  • Reconhecimento de nosso trabalho por parte do público.
  • Abertura de um “espaço” que possibilite aos eventuais interessados na arte musical a chance de trilhar novos caminhos e a oportunidade para novos horizontes e perspectivas.


ALGUNS LOCAIS ONDE O SAXTETO JÁ SE APRESENTOU:

  • PATRONATO SOUSA CARVALHO (Ipu - Ce.).
  • FESTIVAL DE MÚSICA DA IBIAPABA (Viçosa do Ceará) convidado para a programação em todas as edições do Festival.
  • FEIRA DO SEBRAE (Ubajara - Ce.).
  • CASA DE CULTURA (Ipu - Ce.).
  • BARRACA DOS CARISMÁTICOS (Festejo de Ipu – Ce.).
  • OPEN CLASS DE MÚSICA INSTRUMENTAL ministrado pelo baterista: KELSON NUNES

E outras mais apresentações particulares como Natal, Aniversários, etc.

FICHA TÉCNICA:

MÚSICOS:


SAX-SOPRANO em Sib......................Jorge Nobre
SAX-ALTO em Mib............................Jairo Leitão
1º. SAX-TENOR em Sib.....................Herbert Nobre
2º. SAX-TENOR em Sib....................Francisco Janilson
SAX-BARÍTONO em Mib ................David Ferreira Lima
BATERIA ACÚSTICA........Fco Nunes da Silva (BAIXINHO)

REPERTÓRIO

O SAXTETO tem um repertório de músicas bem variadas e selecionadas, entre músicas brasileiras e internacionais, por exemplo:
Nacionais: CARINHOSO, A ROSA de Pixinguinha, ASA BRANCA, QUI NEM JILÓ de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, SÓ DANÇO SAMBA, EU SEI QUE VOU TE AMAR de Tom Jobim, AQUARELA DO BRASIL de Ary Barroso, etc.
Internacionais: YESTERDAY e MICHELLE de John Lennon e Paul MacCartiney, YARD BIRD SUITE de Charlie Parker, THE PINK PANTER de Henry Mancini, MAMBO Nº 5 de Perez Prado, etc.

FORMAÇÃO DO GRUPO

O GRUPO É FORMADO POR 05 (Cinco) SAXOFONES E UMA BATERIA SENDO:

01(Um) SAX SOPRANO em Bb,

01(Um) SAX ALTO em Eb,

02(Dois) SAX TENORES em Bb,

01(Um) SAX BARÍTONO em Eb

(01) UMA BATERIA ACÚSTICA.




quarta-feira

31 de outubro DIA DA FESTA DO SACI

COLUNA

Flávio Paiva

Quem quer fazer a festa do Saci ?

As festas do Dia do Saci crescem por todo o Brasil a cada 31 de outubro. O enfrentamento irreverente que os brasileiros fazem com o seu mito mais famoso ao Halloween do consumismo norte-americano ainda é desigual, mas é divertido. No Ceará, o Departamento de Patrimônio Imaterial da Secretaria de Estado da Cultura vem realizando um dia todo de festa na Biblioteca Pública, o município de Fortaleza instituiu o Dia do Saci em seu calendário oficial (PL nº 0189/2007) e a sacizada tem se espalhado aos pulos e redemoinhos por vários municípios do interior.

Desde que lancei o livro “A Festa do Saci” (Cortez Editora, 2007), no qual relato a história da libertação do Saci do calabouço da sociedade de consumo, por seres imaginários de todo o planeta, que muita gente me pergunta interessada como é mesmo que se faz uma festa do Saci. Respondo que a vantagem dessa festa é não ter fórmulas, cada qual faz a sua, do jeito que quiser. Nas áreas públicas há brincadeiras de corrida numa perna só, contação de histórias de assombração, apresentações teatrais e musicais performáticas, passeios saciclísticos, lanches coletivos, oficinas de bonecos de Saci e outras animadas sacizisses.

Mesmo assim, deu vontade de experimentar como seria uma festa do Saci em casa, na rua, no condomínio, no clube, no sítio, na casa de praia. Afinal, as bruxas do Halloween atacam é nesses espaços privados, levadas pelo cinema, tevê e internet. E foi convicto do quanto precisamos criar oportunidades para as crianças, especialmente as urbanas, vivenciarem o mito do Saci, que acabamos inventando na nossa casa uma festa do Saci, para ver como é mesmo, para experienciar com amigos esse encantador ritual de inversão e para poder sair contando a quem quer que queira fazer a sua própria festa do Dia do Saci.

A primeira coisa que fizemos foi transformar a quadra de futebol do condomínio em um capoeirão. Com o apoio do José Adjafre, que é um cenógrafo com trejeitos de saci, colocamos folhas secas no chão, jarros com muitas plantas e a iluminação foi toda feita com tochas de lamparinas. Ao fundo da quadra, emoldurada pela trave de futebol, ele fez um desenho enorme da cabeça de um saci, que serviu de imagem de fundo para os momentos de contação de histórias arrepiantes inventadas na hora pelas próprias crianças.

Foram escolhidas 77 imagens de Saci para serem projetadas e 77 músicas para animar a festa, porque 77 é a idade que uma pessoa pode virar Saci, se tiver conseguido continuar imaginativa depois dos 7 anos. Conseguimos 77 imagens diferentes de saci, com o pesquisador Vladimir Sacchetta, feitas nos mais impensáveis estilos plásticos e gráficos, por artistas como André Le Blanc, Angeli, Glair Arruda, J.U.Campos, Lobo, Marcus Cartum, Monteiro Lobato, Ohi, Paulo Caruso, Sônia Magalhães, Voltolino e Ziraldo. Essas imagens foram projetadas em um telão, apoiado no poste da rede de voleibol. Da tela que cobre a quadra, saltavam fitas coloridas anunciando as brincadeiras do vento à espera do assobio do Saci.

A DJ Renatinha montou sua parafernália no meio do mato. E, assim, como ocorreu com as imagens, o repertório musical foi composto pelos mais variados gêneros e estilos, tendo como ponto em comum apenas o caráter lúdico. Tocou Cássia Eller (A Cuca te pega), Itamar Assumpção (Adeus Pantanal), Karnak (Alma não tem cor, O Mundo, Ai, ai, ai, ai, ai), Suzana Salles (A mulher do atirador de facas, Zé Pelintra), Bia Bedran (As caveiras, Dona Árvore, Flor do Mamulengo, Pato Injuriado, Quintal), Ná Ozzetti (Atlântida), Diana Pequeno (Camaleão), Adriana Calcanhotto (Esquadros, Lig lig lig lé), Raul Seixas (Carimbador maluco), Tom Zé (Companheiro Bush), Paula Tesser e Valdo Aderaldo (Sou mais no tempo do Figueiredo), Kleiton e Kledir (Canção da meia noite), Madan (Emprego, O Bife, Letra Mágica, Patacoada, Gato da China), Balão Mágico (Super Fantástico, ET tererê) e Moisés Santana (Gentileza).

E a festa que rolou das 19 até as 22 horas tocou ainda Carol e os Malucos (Itsy bitsy spider, La bella polenta), Los patita de perro (La fiesta, Las tortugas), Toquinho (Caderno), Chico César (Odeio Rodeio, Pelado), Secos & Molhados (O Vira), Jota Quest (Pedrinho), Carlinhos Brown (Pererê Peralta), Daúde (Quatro meninas, Vamos fugir, Vida Sertaneja), Palavra Cantada (Rato), Gilberto Gil (Saci-Pererê, Sítio do Picapau Amarelo), Jorge Benjor, (Sasaci-Pererê), Rosi Campos (Tem gato na tuba), Herlon Robson (Tô ligado), Herbert Vianna (Uma Brasileira), The Beatles (Yellow Submarine), MPB-4 (O Pato), Frenéticas (Aula de piano), Gal Costa (Grande final), MC Marcinho (Rap do Lúcio), Patrícia Marx (A Festa do Menino Maluquinho); Sérgio Ricardo (Emília), Girotando (Ambaraba cicci’ cocco’) e Mawaca (Kazoe Uta, Sansa Kroma).

Dos meus livros “Flor de Maravilha” e “A Festa do Saci”, entraram na brincadeira as músicas cantadas por Olga Ribeiro (A sementinha, Bolhas de sabão, Curupira e Boitatá, Fábula sem moral, Pinóquio e Emília, Rói-rói, Vamos passear pela cidade, Xacundum no tum-tum do papai), Giana Viscardi (Brincar de Brincadeira, O nome do meu País), Marcelo Pretto (Marimbondo Azul), Suzana Salles (No ritmo das batidas do relógio da Praça do Ferreira) e, óbvio, a música A Festa do Saci, que fiz com o Orlângelo Leal, especialmente para chamar o Saci Pererê.

Por falar em chamar o Saci, um dos momentos mais mágicos da festa foi o da aparição do saci, na hora do Guarnicê. Peço ao leitor e à leitora que não comente esta parte na frente das crianças nem dos convidados, pois o segredo dela está na surpresa. É o seguinte: na hora em que o Orlângelo canta “Estou aqui meu Saci / Estou aqui chamei você / Pererê chamei você”, cuidamos que um ator, no caso o Márcio, da Banda Dona Zefinha, aparecesse pintado e vestido de Saci em uma laje na parte ao lado da quadra. Ele apareceu rapidamente, deu pulos e gargalhadas, jogou uma porção de gorros para a meninada e sumiu. Uns viram e outros não. E isso gerou um converseiro mítico maravilhoso, mediado pelo também zefínico Paulo Orlando.

Bom, mas já estou me adiantando na festa, quando ainda nem falei o que colocamos no convite: “Você só precisa trazer um pouquinho da sua guloseima preferida, aquela que você acha a mais gostosa de todas, para repartir com os amigos” (No centro da quadra, um círculo de tecido transformou-se em mandala de guloseimas). E tinha uma observação: “A Festa do Saci é uma festa que valoriza a criatividade e a imaginação. Portanto, crie o seu próprio personagem e venha para curtirmos juntos essa noite sacizística cheia de surpresas”.

Na entrada do prédio, colocamos uma cartolina e muitos pincéis coloridos pendurados em fio de náilon. Naquele papel, mais de trinta crianças escreveram o nome e a missão dos seus personagens. A resposta foi reveladora: Agente 00SACI (Lutar pela paz no futebol), Branca de Neve (Cuidar dos habitantes da floresta), Dama da Noite (Cuidar da paz na hora do sono), Fada da Natureza (Eu e o Saci devemos proteger a Natureza), Fada do Ar (Acabar com a poluição), Garota Azul (Deixar a festa mais azul), Duende (Minha missão é achar o Saci), Peloe (Acabar com a destruição das flores), Reg!!! (Minha missão é me conhecer), Robô Verde (Aguar todas as plantas e salvar o planeta), Saci (Cuidar do mundo), Senhor Noite (Alertar as lendas da noite) e Vaqueiro (Acabar com o aquecimento global, poluição e drogas). A festa terminou doce e animada com a Caça ao Brigadeirão.

Halloween


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A origem do Halloween
A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado era Samhain, o Ano novo céltico. Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia). O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon , ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati). Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passa ser conhecido como o Dia das Bruxas.
Travessuras ou Gostosuras?(Trick-or-treat)
A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha. Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.
 
Abóboras e velas: Jack O'Lantern (Jack da Lanterna)
A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo, não.No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa. Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar.enganara Satã ao subir uma árvore. Jack então esculpiu uma imagem de uma cruz no tronco da árvore, prendendo o diabo para cima a árvore. Jack fez um acordo com o diabo, se ele nunca mais o tentasse novamente, ele o deixaria árvore abaixo.
De acordo com o conto de povo, depois de Jack morrer, ele a entrada dele foi negada no Céu, por causa de seus modos de malvado, mas ele teve acesso também negado ao Inferno, porque ele enganou o diabo. Ao invés, o diabo deu a ele uma brasa única para iluminar sua passagem para a escuridão frígida. A brasa era colocada dentro de um nabo para manter por mais tempo. Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então o Jack O'Lantern (Jack da Lanterna), na América, era em uma abóbora, iluminada com uma brasa.

Bruxas
As bruxas têm papel importantíssimo no Halloween. Não é à toa que ela é conhecida como "Dia das Bruxas" em português. Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno. Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você veria uma bruxa! A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos. O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.
Halloween pelo mundo


A festa de Halloween, na verdade, equivale ao Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, como foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, origem da festa. Os países de origem hispânica comemoram o Dia dos Mortos e não o Halloween. No Oriente, a tradição é ligada às crenças populares de cada país.
Espanha
Como no Brasil, comemora-se o Dia de Todos os Santos em 1º de novembro e Finados no dia seguinte. As pessoas usam as datas para relembrar os mortos, decorando túmulos e lápides de pessoas que já faleceram.
Irlanda
A Irlanda é considerada como o país de origem do Halloween. Nas áreas rurais, as pessoas acedem fogueiras, como os celtas faziam nas origens da festa e as crianças passeiam pelas ruas dizendo o famoso “tricks or treats” (doces ou travessuras).
México
No dia 1º comemora-se o Dia dos Anjinhos, ou Dia dos Santos Inocentes, quando as crianças mortas antes do batismo são relembradas.
O Dia dos Mortos (El Dia de los Muertos), 2 de novembro, é bastante comemorado no México. As pessoas oferecem aos mortos aquilo que eles mais gostavam: pratos, bebidas, flores. Na véspera de Finados, família e amigos enfeitam os túmulos dos cemitérios e as pessoas comem, bebem e conversam, esperando a chegada dos mortos na madrugada.
Uma tradição bem popular são as caveiras doces, feitas com chocolate, marzipã e açúcar.

Tailândia
Nesse país, existe o festival Phi Ta Khon, comemorado com música e desfiles de máscaras acompanhados pela imagem de Buda. Segundo a lenda, fantasmas e espíritos andam entre os homens. A festividade acontece no primeiro dia das festas budistas.
 Alguns significados simbólicos
a abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria
a vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.
o caldeirão: fazia parte da cultura - como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.
a vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza da eletricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas.
as moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados.
os bilhetes com os pedidos, devem ser incinerados para que os pedidos sejam mais rapidamente atendidos, pois se elevarão através da fumaça.
a aranha - simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.
o morcego - simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.
o sapo - está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.
gato preto - símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Unirverso
Cores:
Laranja - cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja.
Preto - cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.
Roxo - cor da magia ritualística.




5 de Novembro, Dia da Cultura

Dia da Cultura


O nascimento de Rui Barbosa, no dia 5 de novembro de 1849, em Salvador, Bahia, inspirou as autoridades militares para a definição do Dia da Cultura (Lei 5.579, de 15 de maio de 1970, sancionada pelo general Emílio Garrastazu Médici, sendo Ministro Jarbas Passarinho). O bacharel, tribuno e político baiano, teve sua biografia considerada, simbolicamente, para representar a intelectualidade brasileira, ainda que não fosse um poeta, um ficcionista, um crítico, um intérprete da cultura nacional. Rui Barbosa foi, com certeza, um homem influente no seu tempo, com vasta obra publicada e com uma participação enorme na vida brasileira, como difunde uma Fundação, instalada na rua São Clemente, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, para guardar seu nome e sua afamada memória. A institucionalização do Dia da Cultura não resolveu a questão da identidade do povo brasileiro, que continua pendente, a desafiar a inteligência nacional. É que o Brasil, como sociedade multiétnica, com uma história híbrida, não resolveu suas principais questões culturais. Uma vista lançada sobre o passado, por rápida que seja, permitirá a localização de situações remanescentes, algumas das coisas escondidas debaixo do tapete, como se fosse possível encobrir a realidade com sua força e suas circunstâncias.O Brasil não tem, nem nunca teve, uma noção correta das etnias indígenas. Livros como Tratado Descritivo da Terra do Brasil, em 1587, por Gabriel Soares de Souza, que anotam minuciosamente aspectos da natureza e da cultura, são desconhecidos. Os registros sobre a escravidão, desde o século XVI, também não são considerados. O Compêndio do Peregrino da América, de Nuno Álvares Pereira, que trata do Brasil mestiço, revelando os modos elementares da organização da sociedade brasileira, continua raro e pouco lido. A literatura “indigenista”, conotada de alegorias, não serviu para atribuir aos nativos o papel cultural na formação social do País. Não houve uma literatura tendo os negros africanos como personagens principais, mas uma tentativa em torno do mulato, algumas vezes de forma negativa. Ademais, muitos autores atribuíram aos indígenas qualidades negativas, como a preguiça, e trataram o negro como uma mercadoria importada, negociada, mantida submissa nas fazendas de gado, nos engenhos de açúcar e nas casas senhoriais. O mestiço, chamados de mamelucos, que constituiu a maioria dos brasileiros, foi renegada desde os primeiros tempos, como de “índole má”, como afirmou o jesuíta Orlandini em sua obra epistolar, ainda no século XVII.A Catequese e a Inquisição marcaram, profundamente, a questão da identidade brasileira. Enquanto a primeira utilizava do aparato da Igreja para ajuntar, batizar, ensinar o cristianismo, buscando almas em quantidade para o reino de Deus, a visitação do Santo Ofício punia, com sofisticado rigor, os “pecados e heresias” denunciados. Uma leitura da Inquisição na Bahia, que compreendia também Sergipe, em 1592, mostra a intolerância, a censura e o controle cultural sobre as populações de autóctones, europeus e africanos. No tocante a cultura do povo o que se viu foi uma imensa transposição de repertórios, muitos deles codificados, atemporais e de procedência diversa, que foi guardado, fielmente, pelas populações brasileiras. Parte desses repertórios se agregou a Igreja, em torno dos Oragos e dos calendários de festas, sobrevivendo como um enfeite, um adereço, um complemento às devoções, permitindo a construção de uma tradição que carece de arquétipos para ser compreendida. Por mais que os antropólogos, sociólogos, psicólogos sociais, folcloristas tentem fazer o retrato cultural do povo brasileiro, faltam elementos essenciais, de ancestralidade, para dar fidelidade ao esforço interpretativo.Gilberto Freyre viveu essa mesma dificuldade, ao esboçar em Casa Grande & Senzala (1933) e em outras obras referenciais, o tipo de organização social do Brasil. Criou, então, uma ciência – a Tropicologia -, para estudar o homem situado, o homem no ambiente, com condicionamentos e determinantes. A identidade nacional da cultura brasileira também depende de ciências novas, ou inter -ciências, para revisitar o passado e extrair lições duradouras.O que há de crítica cultural se prende, quase sempre, a um tipo de cultura dominante. A cultura de resistência, que muitas vezes convive em harmonia com os modos culturais visíveis, é pouco ou quase nada considerada e estudada. As coletas privilegiam os romances medievais e não os de vaqueiro, sagas ou personagens nacionais; os contos de reinos felizes, reis justos, príncipes encantados, princesas castas, e não a tragédia cotidiana dos pobres, pedindo esmolas em troca de uma pequena narrativa ( um homem que veio do interior para uma consulta médica, foi roubado e ficou sem dinheiro para aviar a receita e voltar para casa, e tantas outras historietas); as cantigas, provérbios, ditos em geral, danças e folguedos, e outras formas de cultura. Há, portanto, um conflito de enquadramento, que dificulta a melhor interpretação dos fatos culturais, inclusive os fatos folclóricos.É de discussão recente a questão dos direitos sobre os “bens imateriais”, o que mexe, profundamente, em conceitos velhos sobre o populário. No século XIX a obra de autor gerou um direito, enquanto os fatos folclóricos permaneceram sem proteção jurídica. Em 1937, com a lei nacional do patrimônio histórico e artístico e a criação do IPHAN, os bens materiais foram protegidos por inscrições e tombamentos, enquanto a cultura popular era protegida, secundariamente. A propriedade de uns, legalmente garantida, contrastava com a falta de proteção dominante no âmbito da cultura popular. A luta de hoje, pelo “bem imaterial”, pelo “bem intangível” provoca uma releitura sobre a evolução dos direitos de autor, nos termos feitos por Vicente Sales, em opúsculo distribuído durante o XI Congresso Brasileiro de Folclore, realizado em Goiânia, Goiás, de 19 a 22 de outubro último, bem como uma reflexão sobre a história cultural brasileira, conceitos e bases. A questão da identidade, assim, entra novamente na ordem do dia das discussões.Rui Barbosa não encarna, portanto, o tipo de intelectual brasileiro, representativo da cultura nacional, muito embora ele seja, reconhecidamente, um grande nome, que a Bahia deu ao Brasil. Isto não desmerece, em nada, a homenagem oficial de ter o dia 5 de novembro como o Dia da Cultura.